DETECÇÃO DE ESTROS ATRAVÉS DE MACHO VASECTOMIZADO EM OVELHAS CRIADAS NA REGIÃO CERRADO-PANTANAL, MS

Fabiana Ajala de Arruda, Aya Sasa

Resumo


Para análise da atividade reprodutiva ao longo do ano em ovelhas criadas na região Cerrado-Pantanal, dez fêmeas ovinas adultas, sendo cinco da raça Santa Inês, e cinco da raça Ile de France foram mantidas juntamente com um macho vasectomizado. Os animais permaneceram sob pastejo no período diurno e confinamento no período noturno, recebendo suplementação e sal mineral. O macho vasectomizado foi impregnado na região prepucial com uma mistura de
tinta em pó e óleo comestível, e permaneceu todo período (maio de 2008 a abril de 2009) com o grupo de fêmeas para detecção dos estros. A cor da tinta foi trocada a cada 15 dias para melhor visualização. As fêmeas foram observadas diariamente, e aquelas que estavam marcadas foram consideradas em estro. Para o número de estros apresentados foram considerados os efeitos de mês, raça e a interação mês x raça. Houve efeito (P0,05) do mês e da raça. O maior número de estros (P0,05) foram observados nos meses de abril, maio, junho e setembro. Quanto às raças, as ovelhas Santa Inês apresentaram maior (P0,05) número de estros comparados às fêmeas Ile de France, que foram em média de 0,9 e 0,6 estros por fêmea por mês, respectivamente. Assim, na região de Cerrado – Pantanal ovelhas da raça Santa Inês e Ile de France apresentam maior atividade reprodutiva em época de fotoperíodo decrescente, sendo que as ovelhas da raça Santa Inês apresentam maior número de estros comparado às fêmeas da raça Ile de France.

Palavras – chave: Ile de France, ovinos, reprodução, Santa Inês.

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