RECOBRIMENTOS BIOCIDAS DE TiO2 MODIFICADO COM PRATA

Jusinei M. Stropa, Silvanice A. L. Santos, Alberto A. Cavalheiro

Resumo


O dióxido de titânio (TiO2) na forma cristalina anatase tem a capacidade de mineralizar compostos orgânicos sob ação da luz UV e, quando modificado com prata adquire capacidade biocida. Para ambientes que requer controle rigoroso de assepsia, este material pode ser um grande avanço tecnológico. Algumas aplicações deste material já estão implantadas em filtros de ar condicionados e roupas esportivas. Mas, muitas outras aplicações podem vir a ser
executadas em breve, dependendo da modificação do material com metais e óxidos. É dentro deste contexto que se insere este projeto, sintetizar e caracterizar materiais à base de dióxido de titânio modificados com prata (Ag/TiO2) de forma a obter a sinergia da fotoatividade do semicondutor a capacidade oligodinâmica da prata, gerando um material que é atuante mesmo na ausência de luz. Filmes depositados em lâminas de vidro borosilicato mostraram a predominância da fase anatase, mas a velocidade de emersão é determinante na aderência e nas propriedades ópticas e fotônicas dos materiais. Velocidade de emersão de 3 mm s-1 leva a
filmes de menor espessura, mais aderentes e de melhor qualidade óptica. No entanto, a propriedade fotônica é inferior. Velocidade de 6 mm s-1 leva a filmes de maior espessura, menos aderentes e de pior qualidade óptica para 3 e 5 deposições. Porém, para uma única
deposição a propriedade fotônica é superior, com o band gap deslocando-se para a faixa do visível, uma propriedade ótima, devido à possibilidade de utilizar a luz solar como fonte de
radiação.

Palavras chaves: Dióxido de Titânio; Filmes Finos; Sol-Gel, Biocida.

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