ANÁLISE QUÍMICA E AVALIAÇÃO DA TOXIDADE E DAS ATIVIDADES ANTIMICROBIANA E ANTIOXIDANTE DE EXTRATOS DE BAIXA E MEDIA POLARIDADE DOS FRUTOS DE C. PUBESCENS E C. XANTHOCARPA

Gustavo Ruivo Salmazzo, Claudia Andréa Lima Cardoso

Resumo


As plantas do gênero Campomanesia, família Myrtaceae, popularmente conhecidas como guavira ou guabiroba são de grande abundância em regiões de cerrado. Este trabalho tem como objetivo avaliar a composição química, toxidade e as atividades antimicrobiana e antioxidante dos extratos dos frutos de C. pubescens e C. xanthocarpa. Os frutos de C. xanthocarpa e de C. pubescens “in natura” foram triturados e submetidos a extrações seqüenciais com solventes de
diferentes polaridades. Para as análises foram preparadas soluções dos extratos, as quais foram submetidas a testes espectrofotométricos e biológicos. No teste de atividade antioxidante frente ao radical livre DPPH, o extrato acetato de etila dos frutos de C. pubescens apresentou maior
percentual de inibição. Este extrato apresentou também os maiores teores de fenóis (10,50 mg/g) e flavonóides (18,28 mg/g). O teste de atividade antimicrobiana foi realizado utilizando 6 cepas bacterianas: Pseudomonas aeruginosa e Enterococcus faecalis (controle positivo: amicacina 30 µg), Staphylococcus aureus (controle positivo: cefuroxina 30 µg) , Escherichia coli, Salmonela tifi e Shigela flexonela (controle positivo: tetraciclina 30 µg). A massa de extrato por disco ficou em torno de 160 µg e o controle negativo utilizado foi metanol. Os controles negativos não apresentaram halos de inibição, enquanto que todos os extratos apresentaram halos de inibição frente a todas as cepas testadas, apesar destes se mostraram inexpressivos (em torno de 5-10% do valor obtido para os padrões). Com relação ao teste empregando o micro crustáceo Artemia salina os extratos não apresentaram toxicidade nas concentrações testadas.

Palavras chave: Campomanesia, guabiroba, flavonóides, atividade antimicrobiana

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