(RE)VERIFICAÇÕES NA DISCIPLINA DE HISTÓRIA DA ARTE A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DE MONITORIA

Autores

  • Vitória Pavan
  • Marcos Antônio Bessa-Oliveira

Resumo

O presente trabalho, resultado da experiência como monitora na disciplina de História da Arte
(2019), objetiva (re)verificar a “disciplinaridade” de História da Arte na graduação de licenciatura
em Artes Cênicas, na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, UUCG, uma vez que,
enquanto acadêmica da mesma disciplina, no ano anterior, nenhuma crítica me ocorreu. História da
Arte é uma disciplina que contempla o aprendizado artístico, histórico e cultural, mas, a partir da
visão das colonialidades que nos são (im)postas – a histórica e a do poder – e influencia aos futuros
Arte-educadores - artistas-professores-pesquisadores (BESSA-OLIVEIRA, 2016) - com ignorância
epistêmica reprodutora, a fazer mais do mesmo, excludente e centralizador, em suas práticas
docentes na educação básica. (re)Verificamos a disciplina tomando de uma epistemologia outra,
contramoderna-descolonial (MIGNOLO), que busca romper com as ideias e discursos que são os
responsáveis por fazer emergir fronteiras e diferenças para os seres não-representados (que quando
o são, aparecem de forma exótica) nessa arte estudada e usando como referência a epistemologia
crítica-fronteiriça de Nolasco (2015) e do conceito de biogeografia de Bessa-Oliveira (2016) para
superar os pensamentos e discursos solidificados pelo viés moderno (europeu) e globalizante
(estadunidense) – as colonialidades já mencionadas. Pois, a disciplina de História da Arte, que seria
de extrema importância para nos orientarmos no ambiente escolar que tem a prática de artes visuais
como predomínio, já que estamos sendo formandos para sermos atuadores-educadores da cena, nos
prepara para a repetição e (re)afirmação da hegemonia do de fora, como um dos trabalhos
solicitados pelo professor mostra: as Visitas Técnicas. Através delas, percebe-se a facilidade em
encontrar lugares – em um Estado exteriorizado, de um país exteriorizado - para fotografar e
relacionar/compararmos com as artes, da Pré-história ao Contemporâneo, ancorados na visão
europeia e estadunidense, mostrando o quanto aceitamos, gostamos e afirmamos ser meros
(re)produtores em um país tão “pluri” como é o Brasil. Assim, esperamos demonstrar a necessidade
do professor-artista-pesquisador ter um olhar crítico para a História da Arte estabelecida que tem
um discurso euronorte-ocidental estabelecido.

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Publicado

30/10/2019

Como Citar

Pavan, V., & Bessa-Oliveira, M. A. (2019). (RE)VERIFICAÇÕES NA DISCIPLINA DE HISTÓRIA DA ARTE A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DE MONITORIA. ANAIS DO EGRAD, 6(9). Recuperado de https://anaisonline.uems.br/index.php/egrad/article/view/5944

Edição

Seção

CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS

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