TRILHA DOS INVERTEBRADOS

Deise Breuer Santos, Ângela Pereira de Novais Rodrigues, Mauricio Ricardo Moriya

Resumo


Atividades práticas investigativas proporcionam melhor desenvolvimento do raciocínio e das habilidades cognitivas do educando, com melhorias na concentração e na aprendizagem. O conteúdo relativo aos invertebrados é proposto no referencial curricular do sétimo ano do ensino fundamental. Os educadores encontram porém muitas dificuldades em trabalhar este conteúdo, principalmente no despertar da curiosidade e do interesse dos educandos. Neste contexto foi elaborada uma atividade lúdica denominada “trilha dos invertebrados” para educandos do sétimo ano da Escola Estadual Reynaldo Massi, em Ivinhema – MS. A atividade se desenvolveu após a ministração do conteúdo pela professora regente. O objetivo da “trilha dos invertebrados” foi proporcionar maior interação entre os educandos, e melhorar a concentração e a aprendizagem relativas à zoologia de invertebrados, com enriquecimento e aumento da qualidade do ensino. A trilha foi composta de um caminho a ser percorrido, dividido em etapas. Cada etapa trazia ilustrações com características e curiosidades de cada animal, e perguntas relacionadas a animais específicos.As perguntas eram lidas em voz alta para que grupos de educandos se comunicassem entre si e chegassem à resposta. A turma de educandos foi dividida em quatro grupos, cada grupo representando um filo dentre os invertebrados. Porifera, Arthropoda, Mollusca e Echinodermata foram os estudados. Os educandos deveriam ler em voz alta as respostas para que todos tivessem acesso à informação proposta. A dinâmica da atividade se baseou em jogar um dado para avançar etapas da trilha, com sorteio das perguntas. Respostas corretas promoviam avanço na trilha. Ao se somar ao proposto pelo referencial curricular, a atividade contribuiu para maior alcance dos objetivos do plano educativo. Houve participação intensa, com avanço e ampliação dos conhecimentos para além dos objetivos propostos. Ressalta-se neste trabalho a importância da valorização do movimento natural e espontâneo do educando em favor do conhecimento estruturado e formalizado, que muitas vezes ignora as dimensões educativas da brincadeira e do jogo como formas indispensáveis de estímulo da atividade construtiva.


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