DIÁLOGOS DA DANÇA NA EDUCAÇÃO BÁSICA - PÓS PANDEMIA
Palavras-chave:
Consciência Corporal,, Dança, Pós-PandemiaResumo
Durante a participação no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), pudemos observar um cenário pós-pandêmico. A pandemia da COVID-19 foi uma crise global de saúde causada pelo Corona Vírus SARS-CoV-2, iniciada em 2019, espalhou-se rapidamente pelo mundo, afetando milhões de pessoas e provocando medidas como o isolamento social e o uso de máscaras. Pudemos observar a dinâmica das aulas teórico-práticas na Educação Básica, acompanhando desde o Grupo 5 da Educação Infantil, até ao 5° ano do Ensino Fundamental I – Anos Iniciais. Nesse contexto, a dança enquanto disciplina, revelou-se como uma resposta urgente e significativa às novas demandas educacionais, especialmente aquelas relacionadas à saúde mental, ao bem-estar social e à expressão individual dos estudantes. A pandemia provocou rupturas no desenvolvimento de suas consciências corporais, percebemos que alguns alunos e alunas passaram a apresentar movimentos rígidos, “automatizados-corpos”, “robotizados” – possível reflexo da ausência de estímulos sensoriais e da limitação de interação social durante o isolamento. Diante disso, a dança se destaca como uma linguagem potente com base na Lei nº 13.278/2016 que tornou a Dança um componente obrigatório no currículo da Educação Básica em conjunto com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)- Lei n°9394/1996, Base Nacional Curricular (BNCC) e Plano Nacional de Educação (PNE). Entendendo a necessidade das Artes Cênicas estarem presentes, de forma prática e vivencial nos diferentes níveis da educação básica (STRAZZACAPA,2021), capaz de promover o desenvolvimento socioemocional, estimular a expressão e fortalecer a comunicação não verbal. Ao integrar a dança às práticas escolares, é possível criar espaços de escuta, acolhimento e liberdade, nos quais os estudantes podem se reconectar, explorar sentimentos e construir relações socioemocionais. Ao observar e registrar, por meio de diário de bordo as aulas vivenciadas, os planejamentos das aulas devem levar em consideração o espaço e o tempo dentro de sala de aula, dispositivos que auxiliem neste desenvolvimento, permitindo assim analisar a relação dos estudantes dentro da sala de aula com o desenvolver da consciência corporal. Ao se disponibilizarem a realizar atividade e entenderem a dança como estudo, não somente como estilos e modalidades, mas sim como linguagem de desenvolvimento corporal e reconhecimento pessoal. A vivência no PIBID proporcionou novas perspectivas sobre o estudo do corpo, do movimento e da dança enquanto expressão corporal. Ao ser utilizada de forma planejada e sensível no contexto escolar, a dança demonstrou grande potencial para enriquecer o processo de ensino e aprendizagem, promovendo melhorias significativas não apenas no desempenho acadêmico, mas também no desenvolvimento social e pessoal dos estudantes. A dança se apresenta como uma linguagem que acolhe, cura e transforma. Mais do que uma disciplina artística, ela se torna um espaço de reconstrução de vínculos, de escuta do corpo e de resgate da humanidade presente em cada gesto.
Referências
ENEPEX 2025