A DANÇA COMO LINGUAGEM NO PIBID E A INCLUSÃO DE ALUNOS COM TEA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Autores

  • Flamariom Patrizio DINIZ Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Marielen Ferreira COLMAN Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Suzane FERNANDES Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Matheus Vinicius de Souza FERNANDES Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Aline Serzedello Neves VILAÇA Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave:

Inclusão escolar, dança, linguagem corporal

Resumo

Durante a participação no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), foram realizadas observações e intervenções na rotina de uma turma da Educação Infantil, com foco na inclusão de um aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O objetivo deste trabalho é analisar como a dança, enquanto linguagem expressiva proposta pelo programa, pode favorecer a participação ativa desses estudantes e contribuir para uma inclusão mais significativa. A metodologia envolveu registros sistemáticos e a colaboração direta no planejamento e execução de práticas pedagógicas, integrando atividades corporais com foco na expressão, no ritmo e na escuta sensível. Inicialmente, o aluno apresentava isolamento social, pouca interação e comportamento agitado. No entanto, durante as atividades que envolviam movimento e música, observou-se maior aproximação com os colegas, atenção às propostas e envolvimento espontâneo. A linguagem corporal manifestada por meio da dança mostrou-se adequada às suas necessidades, favorecendo a expressão individual e o interesse pelas vivências escolares. Estudos como os de Simas et al. (2023) indicam que esse tipo de prática contribui para o desenvolvimento de habilidades sociais e comunicativas em crianças com TEA, pois amplia estímulos à percepção, à atenção e ao envolvimento social. De forma complementar, Costa (2024) aponta que, quando planejada com empatia e atenção às especificidades do transtorno, a dança pode favorecer o protagonismo, a autonomia e a escuta ativa da criança autista. Os dados obtidos reforçam que práticas expressivas e sensíveis despertam o interesse do aluno, fortalecem vínculos e ampliam suas formas de comunicação e participação. Os resultados mostram que metodologias que incorporam o corpo como linguagem, especialmente na Educação Infantil, são mais eficazes na promoção da inclusão quando respeitam as singularidades do TEA. Conclui-se que a inclusão no ambiente escolar requer mais do que a simples presença física ou execução de tarefas; ela deve considerar estratégias pedagógicas que estimulem o desenvolvimento cognitivo como atenção, memória, autorregulação emocional e habilidades sociais e valorizem múltiplas formas de expressão. Nesse cenário, a dança não se apresenta como um recurso isolado, mas como um apoio sensível que desperta o interesse da criança, amplia sua escuta e expressão corporal e contribui para uma prática educativa mais criativa, respeitosa e verdadeiramente inclusiva.

Biografia do Autor

Flamariom Patrizio DINIZ, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Discente do PIBID Dança;

Marielen Ferreira COLMAN, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Discente do PIBID Dança;

Suzane FERNANDES, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Supervisora do PIBID Dança; (docente do curso);

Matheus Vinicius de Souza FERNANDES, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Coordenador do PIBID Dança;

Aline Serzedello Neves VILAÇA, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Coordenadora do PIBID Dança. (docente do curso).

Referências

ENEPEX 2025

Publicado

2026-02-19

Como Citar

DINIZ, F. P., COLMAN, M. F., FERNANDES, S., FERNANDES, M. V. de S., & VILAÇA, A. S. N. (2026). A DANÇA COMO LINGUAGEM NO PIBID E A INCLUSÃO DE ALUNOS COM TEA NA EDUCAÇÃO INFANTIL . ANAIS DO EGRAD, (14). Recuperado de https://anaisonline.uems.br/index.php/egrad/article/view/11352

Edição

Seção

LINGUÍSTICA, LETRAS E ARTES