A DANÇA COMO LINGUAGEM NO PIBID E A INCLUSÃO DE ALUNOS COM TEA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Palavras-chave:
Inclusão escolar, dança, linguagem corporalResumo
Durante a participação no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), foram realizadas observações e intervenções na rotina de uma turma da Educação Infantil, com foco na inclusão de um aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O objetivo deste trabalho é analisar como a dança, enquanto linguagem expressiva proposta pelo programa, pode favorecer a participação ativa desses estudantes e contribuir para uma inclusão mais significativa. A metodologia envolveu registros sistemáticos e a colaboração direta no planejamento e execução de práticas pedagógicas, integrando atividades corporais com foco na expressão, no ritmo e na escuta sensível. Inicialmente, o aluno apresentava isolamento social, pouca interação e comportamento agitado. No entanto, durante as atividades que envolviam movimento e música, observou-se maior aproximação com os colegas, atenção às propostas e envolvimento espontâneo. A linguagem corporal manifestada por meio da dança mostrou-se adequada às suas necessidades, favorecendo a expressão individual e o interesse pelas vivências escolares. Estudos como os de Simas et al. (2023) indicam que esse tipo de prática contribui para o desenvolvimento de habilidades sociais e comunicativas em crianças com TEA, pois amplia estímulos à percepção, à atenção e ao envolvimento social. De forma complementar, Costa (2024) aponta que, quando planejada com empatia e atenção às especificidades do transtorno, a dança pode favorecer o protagonismo, a autonomia e a escuta ativa da criança autista. Os dados obtidos reforçam que práticas expressivas e sensíveis despertam o interesse do aluno, fortalecem vínculos e ampliam suas formas de comunicação e participação. Os resultados mostram que metodologias que incorporam o corpo como linguagem, especialmente na Educação Infantil, são mais eficazes na promoção da inclusão quando respeitam as singularidades do TEA. Conclui-se que a inclusão no ambiente escolar requer mais do que a simples presença física ou execução de tarefas; ela deve considerar estratégias pedagógicas que estimulem o desenvolvimento cognitivo como atenção, memória, autorregulação emocional e habilidades sociais e valorizem múltiplas formas de expressão. Nesse cenário, a dança não se apresenta como um recurso isolado, mas como um apoio sensível que desperta o interesse da criança, amplia sua escuta e expressão corporal e contribui para uma prática educativa mais criativa, respeitosa e verdadeiramente inclusiva.
Referências
ENEPEX 2025