VIVÊNCIAS NA DOCÊNCIA DA ALFABETIZAÇÃO: UM OLHAR A PARTIR DO PIBID
Palavras-chave:
Alfabetização, Reflexão da prática, PIBIDResumo
O presente trabalho apresenta os resultados parciais do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) realizado entre os meses de março a junho do ano de 2025, no curso de Pedagogia da Unidade de Campo Grande, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. A participação no PIBID permitiu a imersão dos estudantes na realidade escolar de forma a materializar o convívio e a prática na construção da individualidade docente enquanto futuro profissional da educação. A realização das atividades do programa se deu numa turma de primeiro ano do Ensino Fundamental com o acompanhamento da supervisora em sala de aula e oportunizou vivenciar a docência em diálogo com a alfabetização e letramento. As atividades foram realizadas inicialmente com a observação e a observação participativa e o registro no caderno de bordo para o relato da observação, objetivando melhor aproximação com os estudantes no decorrer das aulas. Em seguida, partiu-se para uma observação ativa e posteriormente intervenção direta, por meio de atendimentos individualizados aos estudantes em suas tarefas, uma vez que foi identificado que alguns estudantes não faziam a tarefa. Foi levantada a hipótese de que estes estudantes poderiam estar sem entregar as tarefas devido à dificuldade de alfabetização, portanto realizou-se um acompanhamento mais individualizado destes alunos. Diante desta metodologia, foi possível identificar que a proximidade e o atendimento realizado de forma direta, permitiu com que estes estudantes realizassem as tarefas que não tinham sido entregues, sem que fosse identificado um atraso significativo no processo de alfabetização. Portanto, verificou-se que durante um atendimento mais individualizado, os estudantes conseguiram realizar as atividades sem apresentar grandes dificuldades, o que demonstra uma possibilidade positiva no processo de alfabetização e letramento. No entanto, embora este atendimento tenha sido possibilitado pela realização do PIBID, torna-se uma metodologia impraticável pela professora regente, tendo em vista que a mesma é responsável pela totalidade dos estudantes e não tem condições de ofertar um ensino mais individualizado para os alunos. Esta é uma realidade da escola pública, na qual os professores encontram-se sobrecarregados pelo número de alunos que necessitam de atendimento, somados às demandas administrativas e processos avaliativos a que se encontram submetidos num processo de precarização da atividade docente. Desta forma, diante da experiência vivenciada torna-se possível afirmar que o atendimento individualizado para alunos que apresentem dificuldades em realizar as tarefas, permitem um auxílio significativo no processo de alfabetização e letramento. Como este atendimento se torna inviável pela professora regente durante o período letivo, é possível que seja realizado no contraturno, através de projetos voltados a atender os estudantes que apresentam dificuldades. Tais projetos podem ser realizados pelo Poder Público ou pelas Universidades, através de projetos de extensão voltados ao atendimento desta demanda.
Referências
ENEPEX 2025