VIVÊNCIAS NO PIBID: A CONSTRUÇÃO DOCENTE NA ESCOLA ESTADUAL SÃO FRANCISCO

Autores

  • Karoline Barretos UMAR Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Pedro Henrique dos Santo PUGAS Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave:

práticas pedagógicas, educação básica, formação inicial

Resumo

Durante nossa participação no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), tivemos a oportunidade de acompanhar aulas de Geografia na Escola Estadual São Francisco, sob a orientação da Professora Ilídia. Essa vivência foi fundamental para nossa formação inicial, pois possibilitou o contato direto com a realidade do ambiente escolar e o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais conscientes e reflexivas. O principal objetivo da nossa atuação foi compreender os desafios e as potencialidades do ensino de Geografia nos anos finais do Ensino Fundamental, além de exercitar intervenções didáticas em sala de aula. A metodologia adotada foi baseada na observação participante, em registros semanais e na execução de atividades didáticas planejadas em conjunto com a Professora supervisora. As ações foram realizadas nas turmas do 1ºB, 2ºA, 2ºB, 3ºA e 9ºA, permitindo a vivência de diferentes dinâmicas e níveis de ensino. Com as turmas do 2º ano, desenvolvemos temas relacionados à industrialização, incentivando debates e leituras que promoveram reflexões significativas. Já com os alunos do 3ºA e do 9ºA, abordamos conteúdos como crescimento populacional, organização econômica global e cartografia, utilizando metodologias como mapas mentais, recursos visuais e seminários. A atuação da Professora Supervisora Ilídia foi essencial nesse processo. Sua postura acolhedora e aberta à experimentação nos encorajou a explorar estratégias variadas, como jogos, atividades em grupo e projetos temáticos. Sua prática docente nos inspirou especialmente pela forma como equilibrava o conteúdo com a escuta dos alunos e o cuidado com o acompanhamento individualizado. Entre os resultados alcançados, destacam-se a ampliação do repertório metodológico, o desenvolvimento de habilidades de escuta e adaptação, e a criação de vínculos com os estudantes. Apesar dos desafios enfrentados, como a limitação de tempo para execução das atividades e a desmotivação de alguns alunos, conseguimos adaptar nossas abordagens e manter o envolvimento das turmas por meio de propostas criativas. Com a turma do 1ºB, o contato com crianças em fase de alfabetização nos ensinou sobre a importância da paciência, da escuta ativa e do acolhimento na formação dos vínculos escolares. Concluímos que a experiência no PIBID foi decisiva para a construção de nossa identidade docente. Ao final desse percurso, reconhecemos que ensinar Geografia vai além da transmissão de conteúdos: trata-se de provocar questionamentos, promover reflexões e, acima de tudo, construir relações humanas mediadas pelo conhecimento.

Biografia do Autor

Karoline Barretos UMAR, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

DISCENTE;

 

Pedro Henrique dos Santo PUGAS, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

DISCENTE;

Referências

ENEPEX 2025

Publicado

2026-02-19

Como Citar

UMAR, K. B., & PUGAS, P. H. dos S. (2026). VIVÊNCIAS NO PIBID: A CONSTRUÇÃO DOCENTE NA ESCOLA ESTADUAL SÃO FRANCISCO. ANAIS DO EGRAD, (14). Recuperado de https://anaisonline.uems.br/index.php/egrad/article/view/11306

Edição

Seção

CIÊNCIAS HUMANAS