Tecnologias Assistivas e Contextualização no Ensino de Química no PIBID
Palavras-chave:
inclusão escolar, ensino de química, tecnologias assistivasResumo
A inclusão educacional demanda estratégias que favoreçam a aprendizagem de todos os estudantes, respeitando suas necessidades, ritmos e potencialidades individuais. Nesse contexto, as tecnologias assistivas emergem como ferramentas para ampliar a compreensão de conteúdos escolares e promover a participação ativa de alunos com diferentes perfis de aprendizagem, contribuindo para reduzir barreiras e fomentar a equidade no ambiente escolar. O presente trabalho, vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), do curso de Licenciatura em Química, unidade de Naviraí, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), teve como objetivo implementar e avaliar o uso de recursos assistivos no ensino de Química, numa escola da rede estadual (Escola Estadual Eurico Gaspar Dutra), aplicados à 40 alunos da turma do segundo ano Ensino médio, período matutino. A proposta pedagógica integrou o uso de recursos digitais interativos, materiais visuais adaptados, simulações virtuais e experimentos demonstrativos elaborados com materiais acessíveis, articulados à contextualização dos conceitos científicos com situações do cotidiano, como, por exemplo, a aplicação do conhecimento sobre “Radioatividade na datação de fósseis”, “Utilização da Química na análise da qualidade da água” e “Presença de reações químicas em processos culinários”. A metodologia envolveu o planejamento inicial, seguido da execução de aulas sob orientação da professora supervisora, prevendo etapas de introdução teórica, exploração prática e discussão coletiva, sempre priorizando abordagens visuais e interativas objetivando a aprendizagem do aluno. As intervenções foram realizadas semanalmente em sala de aula, com registro sistemático de observações, aplicação de atividades avaliativas e coleta de feedback qualitativo e quantitativo dos estudantes, de modo a identificar avanços e necessidades de ajustes. Até o momento, os resultados parciais indicaram maior engajamento durante as aulas, participação mais ativa nas discussões, desenvolvimento da curiosidade científica e melhora na compreensão dos conceitos abordados, especialmente quando estes são apresentados de forma contextualizada e mediada por recursos tecnológicos acessíveis. A expectativa, ao término do projeto, é consolidar um conjunto de práticas pedagógicas baseadas em tecnologias assistivas e contextualização do cotidiano, capazes de serem replicadas em outros contextos escolares, além da contribuição na formação inicial e continuada de professores da área de Química. Conclui-se que a experiência até o momento reforça o potencial das tecnologias assistivas como aliadas na promoção de uma aprendizagem mais equitativa e crítica, embora ajustes e adaptações sejam necessários de acordo com as especificidades de cada turma e realidade escolar.
Referências
ENEPEX 2025