MANEJO E BEM-ESTAR DE ANIMAIS DESTINADOS AO ABATE

Saymon Vinicius da Silva Mileno, Dalton Mendes Oliveira, Nelson Scheeren Silva, Waldyr Castro Pereira Junior, Vande Roberto Avalhaes Filho, Marcos Gregory Dias Reis

Resumo


O frequente crescimento da pecuária no Brasil demonstra que técnicas inovadoras para alcançar a
alta produção de bovinos têm sido bem aceitas por produtores em todas as regiões do país, todavia
as ações de manejo, transporte e abate desses animais apresentam um crescente déficit no quesito
relacionado ao manejo racional e abate humanitário, comprometendo a qualidade das carcaças
bovinas. Portanto o presente projeto teve como objetivo efetuar um trabalho de orientação e
conscientização para com os proprietários e funcionários que exercem e praticam atividades
associadas a bovinocultura de corte, no intuito de orientá-los sobre as melhores formas de executar
as normas de bem-estar e manejo de animais destinados ao abate. Foram realizadas visitas a
propriedades na região das cidades de Aquidauana-MS, apresentando folhetos com informações
sobre cuidados básicos de manejo e bem-estar e suas relações com a qualidade das carcaças de
animais abatidos, além de trabalho de conscientização com funcionários terceirizados. Dessa forma,
foi realizado um trabalho de orientação com produtores e funcionários terceirizados avaliando a
forma com que os profissionais têm conduzido o seu plantel de animais até as instalações do
frigorífico. Feita a avaliação dinâmica, foram avaliados os parâmetros acerca do conhecimento de
bem-estar e manejo racional dos funcionários e caminhoneiros que atuam na região. Foi avaliado
um grupo de 21 caminhoneiros de idade média entre 27 à 62 anos com experiência profissional de 1
à 30 anos, conduzindo caminhões toco, truck, double deck e romeu e julieta. De todos os
entrevistados apenas 6 pessoas tinham conhecimento sobre bem-estar e manejo racional e que estão
relacionados diretamente com a incidência de hematomas nas carcaças, onde apenas 8 dos
entrevistados praticavam o bem-estar em suas viagens, sendo que 18 dos entrevistados tinham
consciência da relação do estresse relacionado a paradas em horários de altas temperaturas, embora
a grande maioria não tinha conhecimento sobre o que é pH das carcaças e a sua relação com o
estresse e manejos inadequados. Todos respeitavam a lotação máxima dos seus caminhões. Uma
grande minoria tinha conhecimento das normas de manejo e abate humanitário, e apenas 4% de
todos os entrevistados não faziam uso de equipamento para auxiliar no desembarque (bastão de
choque 12V). Após essa avaliação, foram realizadas visitas com os caminhoneiros até propriedades
que destinavam animais para abate na região de Aquidauana/MS, com intuito de orientação. Todas
as orientações foram feitas com base nas normas de bem-estar com aplicação de panfletos
informativos. O público-alvo foi orientado acerca da importância de se efetuar o manejo
responsável, desde o embarque até o desembarque dos animais destinados ao abate.


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