INTRODUÇÃO DE ESTRELICIAS (STRELITZIA REGINAE), ALTERNATIVA DE RENDA EM COMUNIDADES TRADICIONAIS EM ANASTÁCIO-MS

Adriano Pires de Campos Camargo, Antônio Corrêa de Oliveira Filho

Resumo


O cultivo de Plantas Ornamentais Tropicais como atividade econômica, tem estimulado o interesse
de floricultores e paisagistas brasileiros e estrangeiros, por se tratar de espécies exóticas e rústicas.
O Brasil por ser um país tropical, apresenta condições edafoclimáticas favoráveis ao cultivo dessas
espécies, colocando o país entre os principais produtores mundiais. Embasado nesses fatores, o
cultivo e o agronegócio de flores tropicais na região do “Pulador” em Anastácio-MS, pode ser uma
ideia bastante viável economicamente, tendo em vista as condições favoráveis que a região
apresenta para o cultivo dessas espécies. Pretende-se com isso estimular o cultivo de flores tropicais
entre a comunidade que já trabalha no sistema de cooperativa, aumentando dessa forma a renda, e
aprimorando a agricultura familiar. Entre as espécies mais cultivada temos a estrelítzia (Strelitzia
reginae), também conhecida como rainha-do-paraíso, bico-de-tucano, flor-do-paraíso, flor-da-
rainha, ave-do-paraíso e bananeirinha-do-jardim. Pertence à família Strelitziaceae. No Mato Grosso
do Sul o comércio de flores tropicais, inserido nos estados Centro-Sul, não possuem um mercado
significativo de produção de flores tropicais. O presente projeto teve como objetivo gerar um maior
rendimento econômico a comunidade através da comercialização das estrelítzias. Foram
translocadas mudas do banco germoplasma de flores tropicais da Universidade Estadual de Mato
Grosso do Sul campus Aquidauana-MS, visando à introdução da Strelitzia reginae na comunidade
do “Pulador” em Anastácio-MS e a sensibilização, avaliação e capacitação dos agricultores e
agricultoras da região. As oficinas de capacitação oferecidas aos agricultores, lhe permitiram
adquirir conhecimentos técnicos científicos quanto aos tratos culturais da espécie estrelícia, além da
luminosidade, temperatura, umidade, solo, adubo, irrigação, plantio e espaçamento adequados para
um bom desenvolvimento. A estrelícia ganhou visibilidade e reconhecimento na comunidade
através de sua divulgação em eventos ocorridos na UEMS como o III SIMBRAF/II SIMFLOR e o
PROINCA, além de festividades e cerimonias realizadas na região de Aquidauana e Anastácio.
Assim, conclui-se que a espécie tropical estrelícia (Strelitzia reginae) foi implantada nas
propriedades rurais do pulador em Anastácio de maneira efetiva, onde seu desenvolvimento vem
sendo observado periodicamente para ser avaliado seu rendimento econômico a longo prazo.


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