ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL NA PREVENÇÃO E CONTROLE DOS AGRAVOS DA HIPERTENSÃO ARTERIAL ENTRE ADULTOS E IDOSOS

Milena Costa Valadares, Vivian Rahmeier Fietz

Resumo


A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é considerada doença comum entre a população brasileira e
constitui sérios riscos de doenças cardiovasculares. O objetivo deste trabalho foi orientar adultos e
idosos de ambos os sexos, com idade superior a 40 anos, sobre os fatores de risco relacionados à
HAS e a necessidade da adoção de hábitos de vida saudáveis para evitar o desenvolvimento ou
agravamento da patologia. Tratou-se de uma metodologia de pesquisa-ação onde primeiro foram
coletados dados sobre os clientes e aferidos os níveis pressóricos de acordo com a técnica proposta
pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Na sequência, por meio de diálogo, foram realizadas
orientações acerca dos hábitos alimentares e estilo de vida. As orientações foram realizadas por
meio de uma cartilha, associada a um catálogo com imagens de alimentos divididos em categorias
como o que deve ser consumido livremente, o que deve ser consumido moderadamente e o que
deve ter o consumo evitado a fim de fixar a ideia dos alimentos necessários para uma alimentação
segura. O intuito foi esclarecer que hábitos alimentares saudáveis e estilo de vida adequado podem
melhorar a qualidade de vida e a prevenção e controle da HAS. As ações aconteceram em
supermercados da rede ABEVÊ em Dourados/MS e na Universidade Aberta da Melhor Idade
(UNAMI) no campus Sede da UEMS. Foram entrevistados e aferida a pressão de 136 indivíduos
adultos e idosos. Verificou-se que 42,64% (n= 58), dos participantes apresentaram níveis
pressóricos classificados como limítrofes ou HAS estágio 1. A prevalência foi maior entre os
homens. Ao separar os indivíduos por faixa etária, nota-se que as mulheres entre 40-50 anos e os
homens maiores de 60 apresentam maior quantidade de hipertensos ou limítrofes que as demais
idades contempladas neste estudo. Acredita-se que essa forma de trabalho se mostrou eficaz, pois as
respostas foram direcionadas e individualizadas, tornando os sujeitos participantes em protagonistas
do trabalho e consequentemente do seu processo de saúde. Essa atividade também contribuiu para
que, como acadêmicos, pudéssemos ter contato maior com a realidade dos sujeitos portadores da
patologia e para os indivíduos, que se tornaram protagonistas do aprendizado, uma vez que eles
identificavam com certa facilidade o que deveriam modificar em seus hábitos de vida.


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