CURSO DE PRODUÇÃO DE MUDAS DE ESPÉCIES NATIVAS: UMA AÇÃO DE EXTENSÃO DO GRUPO PET VERDE LEGAL

Daniela Fialho Duarte, Felipe Brancalion Giacomelli, Camilla Silva Lima, Jaques Tornisielo, Lucas Martins Ortega, Glaucia Almeida de Morais

Resumo


O crescente desmatamento dos fragmentos florestais remanescentes e o crescimento urbano
desordenado vêm gerando preocupações para sociedade, acentuando o quadro de degradação
ambiental. Para recuperação dessas áreas é comum a realização de plantios de mudas. Para tanto, é
essencial o uso de espécies nativas. Por esse motivo, um professor do CTA (Curso Técnico
Agrícola), em Ivinhema, MS, que possui um viveiro inativo, procurou a Unidade da UEMS de
Ivinhema, MS, que já realiza atividades voltadas para a produção de mudas e a recuperação de
áreas degradadas, para ministrar um curso. O objetivo, portanto, foi capacitar os estudantes do
Ensino Médio do CTA para a produção de mudas de espécies arbóreas nativas, para que possam
reativar o viveiro que dispõem. O curso foi realizado no dia 05 de agosto de 2016, ofertado pelos
bolsistas e voluntários do grupo PET (Programa de Educação Tutorial) Verde Legal, de modo
teórico e prático, descrevendo várias etapas, que incluem desde a seleção de matrizes para a coleta
de sementes até a rustificação e expedição das mudas produzidas. A exposição teórica foi realizada
com auxílio de projetor de multimídia e a parte prática consistiu na apresentação e manuseio de
ferramentas e materiais utilizados em todas as etapas mostradas na teoria, para que os educandos
entendessem da melhor forma possível como iniciar a produção de mudas. O curso foi conduzido
de forma descontraída, dando liberdade para que os alunos pudessem fazer perguntas livremente, e
esclareceu dúvidas relacionadas à implantação do viveiro e às técnicas de recuperação de áreas
degradadas, contribuindo com a formação destes. Cada integrante do grupo PET ficou responsável
por uma parte da apresentação tornado o curso menos cansativo. Após o curso os estudantes
responderam um questionário com duas perguntas simples, em relação ao curso e à qualidade da
apresentação feita pelo grupo de petianos. As respostas dadas revelaram que eles aprenderam de
maneira satisfatória sobre a produção de mudas de espécies arbóreas nativas e sobre a importância
da recuperação de áreas degradadas. O ponto negativo mais apontado foi a longa duração da parcela
teórica, mas que mesmo assim gostaram da "aula" por ser diferente das outras. A maioria dos
estudantes participantes do curso mostrou conhecimentos sobre o assunto e interesse pelas
atividades permitindo concluir que a ação colaborou com a aproximação da Universidade com a
sociedade e, especialmente com o aperfeiçoamento desses futuros técnicos agrícolas, já que a
produção de mudas pode se tornar uma fonte de trabalho e renda.


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