MULTIPLICAÇÃO DE ESPÉCIES ARBÓREAS NATIVAS FRUTÍFERAS PRINCIPALMENTE MEDICINAIS PARA FINS DE RECOMPOSIÇÃO AMBIENTAL

Adriano Cesar Santini, Homero Scalon Filho

Resumo


O cultivo de espécies frutíferas arbóreas nativas em áreas suburbanas tem notada
relevância, principalmente em locais que ainda apresentam exemplares da fauna alada,
normalmente em trânsito por corredores ecológicos naturais. Este aumento da oferta diversificada
de fontes de proteína vegetal é fator determinante na permanência destes animais nestas áreas
periféricas, habitadas eventualmente por comunidades agricultoras, as quais têm carência de
informação sobre o cultivo específico destas espécies frutíferas nativas, principalmente pela
dificuldade de assistência técnica e acesso às informações de produção de mudas e de cultivo. Com
base nesses parâmetros, o presente trabalho teve por objetivo coletar sementes, estacas e mudas de
exemplares de espécies frutíferas nativas em parques municipais, áreas rurais e na própria
comunidade localizada na Vila Picadinha em Dourados-MS, para fins de inspeção fitossanitária e
multiplicação no viveiro da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. No decorrer do
Projeto, fomentou-se o interesse desse público para com as espécies em forma de palestras durante
as visitas à comunidade, abrangendo um publico diverso, incluindo crianças, adultos e idosos, sendo
sua grande maioria estudantes em fase de alfabetização da escola Geraldino Neves
Corrêa. Durante esse mesmo período, foram realizados os tratos culturais necessários das espécies
no viveiro localizado na própria Universidade. Após o desenvolvimento das mudas e aclimatação,
está prevista a doação e imediato plantio em áreas pré-determinadas, nos dias antecedentes à
primavera, priorizando entornos de nascentes, cursos e espelhos d’água e áreas degradadas. A falta
de conhecimento e desvalorização da população para com as espécies frutíferas nativas é uma triste
realidade imposta por visões imediatistas, típicas de um país dependente. Paralelamente, as ameaças
de extinção destas espécies aumentam, e para contrariarmos esse descaso, precisamos incorporar a
biodiversidade em nosso modelo econômico, começando pela informação, pois grande parte da
nação não tem o conhecimento da existência e importância de nossas espécies vegetais para com o
meio. Com base nestas falhas de conhecimento, nota-se a grande expectativa de ganhos nutricional,
ambiental e cultural por parte do público atingido além da integração, já constatada, das
comunidades atendida e acadêmica.


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