POLÍTICA E CONSOLIDAÇÃO DA CIDADANIA

Yamonan Larissa dos Santos Oliveira, Elisabeth Maria de Mendonça Silva

Resumo


Os direitos fundamentais estão assegurados na Constituição da República Federativa do Brasil,
especialmente no artigo 5º. Dentro do rol dos inúmeros direitos fundamentais, estão os direitos
políticos. Porém, muitas vezes há um vago, ou até mesmo equivocado entendimento, por parte da
população, sobre o que vem a ser a política, o que interfere na forma como as pessoas
compreendem e buscam os direitos a elas resguardados. A temática política se mostra intimamente
ligada com o tema da cidadania, também carente de entendimento e prática, protegida em alguns
artigos do texto constitucional. Este trabalho teve como objetivo orientar e esclarecer sobre alguns
conceitos que fazem parte do Estado Democrático de Direito (política e cidadania), bem como
demonstrar como a verdadeira prática política leva à consubstanciação da cidadania. Somado a esta
finalidade, buscou-se demonstrar como os indivíduos podem exercer tais direitos. Para tanto, foram
realizadas visitas a duas escolas (rede pública e privada de ensino), a fim de coletar dúvidas e
esclarecê-las; utilizou-se como amparo e fundamentação referenciais teóricos, visitas aos órgãos
públicos. Dessa forma, a troca de experiências operadas permitiu com que houvesse a part icipação
de diferentes setores responsáveis pelo processo educacional, bem como o fortalecimento da troca
de saberes a fim de superar as desigualdades e exclusão existentes. Todos os membros envolvidos
neste projeto desfrutaram desse processo, em que a universidade, representada pela coordenadora
do projeto, puderam socializar e disponibilizar seu conhecimento e serviços, exercendo sua
responsabilidade social para com a educação, compromisso esse firmado buscando uma melhoria na
qualidade de vida e luta pela firmação dos direitos trabalhados. Foi possível despertar o interesse e
instigar a curiosidade das partes envolvidas nesse processo através da criação e recriação de
conhecimentos que extrapolam os muros das escolas e das universidades. Assim os conceitos
formais trabalhados, foram relacionados ao cotidiano e analisados por meio de uma visão crítica
que interelacionou os conhecimentos da academia e comunidade, havendo uma troca de valores
entre estas, fazendo com que todos os envolvidos se sentissem parte ativa de toda marcha educativa.
Constatou-se assim que o conhecimento produzido pelas instituições universitárias deve
inevitavelmente possuir intenções de transformar a realidade social, intervindo em suas deficiências
e não se resumindo apenas à formação dos alunos regulares da instituição. De fato, a
responsabilidade das universidades deve ser de instruir cidadãos para atuarem no mundo de forma
cidadã e humana, e exteriorizar os conhecimentos de que é detentora de forma a socializar e
democratizar o conhecimento formando também os “não universitários”.


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