DIREITOS REPRODUTIVOS, GÊNERO E DIREITOS HUMANOS: AFINAL A QUEM INTERESSA ESSA DISCUSSÃO, À DEMOCRACIA, À BIOMEDICINA, OU À MULHER?

Fabiane Medina da Cruz, Bruna Leal dos Santos, Aparecido Francisco dos Reis

Resumo


A trajetória dos Direitos Reprodutivos revela que vem sendo edificada uma política sexual e reprodutiva, baseada em concepções que circunscreve o corpo da mulher dentro de um sistema de natureza, vista de maneira mítica e sacralizada. Nesse sentido, esse trabalho tem por objetivo analisar os termos e conceitos genuínos da ciência médica, que consequentemente figuram em toda a sociedade ocidental, quanto ao gênero e a sexualidade. Conceitos e consensos aparentemente imutáveis, que vêm sendo ignorados ou mesmo omitidos, no discurso biomédico. Porém que, ao serem confrontados pelos estudos feministas, revelam a fabricação de modelos e padrões de sexualidade e comportamentos de gênero que atuam na manutenção das desigualdades. Em suma, a presente narrativa vem propor uma decomposição de alguns termos e conceitos, na procura por problematizar os fundamentos de discursos que naturalizam a visão dicotômica homem/mulher e legitimam concepções idealizadas sobre sexo e gênero, bem como um exame mais detalhado do conteúdo dessas discussões acerca dos direitos da mulher, sobre o seu próprio corpo e como eles são tratados, ora como coisas públicas, quando o interesse é o de pacificá-los e conservá-los, ora como coisa privada quando por outro lado, são ELAS os sujeitos que os querem discutir.

 

Palavras-chave: Diretos reprodutivos, gênero, direitos humanos, natureza, biomedicina.

 


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