O PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA INTEGRANDO ACADÊMICOS E ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO COM O PROJETO: EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS EM SALA DE AULA

Gabriel Eduardo de Oliveira Santos, Cristiane Pereira Lima, Léia Teixeira Lacerda

Resumo


Este trabalho os resultados do projeto desenvolvido no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID/Interdisciplinar, abordando as questões étnico-raciais em sala de aula. Essa proposta visou também desenvolver o senso crítico dos estudantes, a fim de perceberem os danos que uma sociedade preconceituosa pode gerar na vida de seus integrantes. Além disso, promoveu debates sobre as questões ligadas ao racismo, xenofobia, homofobia, entre outras questões estejam no âmbito da diversidade. As atividades desse projeto foram desenvolvidas com os estudantes do 1º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Professora Fausta Garcia Bueno. Aos estudantes foram apresentados textos, músicas, poesias, vídeos, filmes sobre as questões racistas, após a leitura desse material, foi organizado um pequeno debate entre eles que oportunizou que seus pontos de vista fossem expostos para os demais colegas, garantindo a troca de experiências entre eles. Após os debates, foi solicitada a produção de alguma atividade, para que ocorresse a aplicação do conhecimento produzido, no formato de uma poesia, uma carta, uma paródia, um verso, um pequeno teatro. As escolhas dessas atividades variam conforme o interesse, a habilidade e a forma de tratamento do conteúdo programado. A análise dessas produções realizadas em sala seguiu como critério avaliar se o conhecimento sobre a temática abordada foi construído, se o estudante Conseguiu expor sua ideia – tanto na discussão como na ou na hora da produção da atividade e como ocorreu a sua participação em sala. Como esse trabalho é desenvolvido em paralelo com as atividades exigidas pela escola nas matérias regulares – mais especificamente nas aulas de Biologia, o projeto caminha devagar e, ainda não chegou a seu ponto culminante. No entanto, com o pouco que já foi desenvolvido, nota-se que os estudantes, começam a entender a inviabilidade de atitudes discriminatórias – no que diz respeito à cor da pele, à religião, identidade de gênero e orientação sexual, entre outros aspectos – pois em uma sociedade pluriétnica como a brasileira precisamos debater profundamente a desigualdade social e a dinâmica do preconceito vivido pela população negra e indígena.


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