ESTUDO SOBRE A EMBEBIÇÃO DE SEMENTES DE PACHIRA AQUATICA AUBL. (MALVACEAE) EM DIFERENTES CONCENTRAÇÕES SALINAS

Reny da Silva Rodrigues, Thais Domingues da Silva, Etenaldo Felipe Santiago

Resumo


Os programas de conservação da biodiversidade e recomposição vegetal são de extrema importância para manutenção da vida de diversas espécies animais e vegetais e os estudos de sementes nativas são essenciais para a existência desses, permitindo assim selecionar plantas adaptadas a determinadas características do local de plantio, como solo, clima, relevo. Além disso, a caracterização morfofisiológica de tais sementes possibilita a diferenciação de espécies de mesmo gênero e ainda permite ampliar os métodos de produção de mudas de tais vegetais. A Pachira aquatica Aubl. é uma espécie de planta arbórea, de regiões tropicais e nativa do Brasil, pertencente à família das Malvaceae é conhecida popularmente como Munguba, Falso Cacau ou Castanha do Maranhão, comumente utilizada em ornamentações e arborização urbana, pode ser utilizada na recuperação de áreas degradadas. Possui sementes recalcitrantes, que são sensíveis a dessecação sendo, portanto, vulneráveis às variações dos níveis de água e as às mudanças nas condições do meio, em solos salinos por exemplo, onde a absorção de água pela planta é dificultada. Desta forma, este estudo objetivou avaliar os efeitos das soluções salinas sobre a embebição das sementes de P. aquática Aubl. como forma de ampliar o conhecimento sobre a biologia da espécie. Para tanto, toda a fase de experimentação foi desenvolvida no Laboratório de Biotecnologia, Bioquímica e Biotransformação do Centro de Estudos em Recursos Naturais – CERNA, da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, Unidade de Dourados, onde foram utilizadas 265 sementes oriundas de cinco matrizes diferentes, sendo que para a análise de peso seco 20 dessas sementes foram submetidas a secagem em estufa a 80°C por 24 horas ininterruptas. Enquanto que para o estudo da embebição as 245 restantes foram pesadas individualmente e posteriormente distribuídas em soluções de NaCl com concentrações de 10%, 25%, 50%, 75% e 100%, por um período de 24 horas, onde cada grupo foi constituído por seis sementes, com três repetições para cada tratamento, totalizando 22 tratamentos. Foi observado que aproximadamente metade da massa total da semente corresponde a água, enquanto que, a análise de embebição apresentou comportamento decrescente em relação às concentrações salinas, sendo que quanto maior a concentração de sal menor a embebição da semente. Assim, pode-se concluir que a embebição de sementes de Pachira aquatica Aubl. tende a ser menor sob estresse salino, embora não nula.


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