REVELANDO O PATRIMÔNIO CULTURAL REGIONAL: UMA CONTRIBUIÇÃO DA MONITORIA NA DISCIPLINA TURISMO E PATRIMÔNIOS II

Kathleen Medeiros dos Santos, Camila de Brito Quadros Lara

Resumo


A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), através do Programa Institucional de Monitoria (PIM) proporciona por meio de edital aos alunos interessados, uma vivência como monitores de disciplinas já cursadas, possibilitando ao aluno monitor fazer uma reciclagem desses conteúdos, podendo assim melhor orientar seus monitorados. Durante o primeiro semestre letivo, tive a oportunidade de ser monitora da disciplina Turismo e Patrimônios II, ofertada ao segundo ano do curso de Turismo. Tal disciplina tem por objetivo fazer com que o aluno seja capaz de compreender a relação entre história regional e atividade turística para conceber e elaborar projetos de interpretação patrimonial. Com carga horária de quatro horas semanais, deixamos a maior parte para o atendimento dos alunos monitorados, estabelecemos o dia e horário de atendimento, para sanar dúvidas referentes aos conteúdos e elaboração de um projeto de interpretação patrimonial. O projeto foi composto de duas partes: trabalho escrito e apresentação dos resultados em sala. Para apresentar os resultados realizaram uma proposta de interpretação patrimonial para um determinado patrimônio/atrativo, ou um conjunto de patrimônios/atrativos de Dourados ou região. O desenvolvimento do projeto se deu com o auxílio do material didático da disciplina, estudos de caso, além das visitas técnicas e palestras ofertadas. O aluno pode também utilizar recursos que viabilizaram a demonstração do projeto de interpretação patrimonial, como por exemplo: materiais audiovisuais, fotografias, folhetos, dentre outros. A comunicação entre os monitorandos, além de ser por encontros presenciais, também se fazia por e-mail, redes sociais e corredores da universidade. Dessa forma demos início ao trabalho, o qual cada aluno tinha um objeto de estudo, uma história de como chegou até ele e uma ideia do que gostaria de pesquisar. Outros por vezes ainda estavam indecisos e com certo receio ou até mesmo perdidos, mas todos dedicaram no mínimo vinte minutos no primeiro encontro da monitoria para conversar comigo, onde pude explorar essas ideias, sugerir novas visões, sanar dúvidas e dificuldades e analisar outras possibilidades. Com isso, posso afirmar a minha extrema satisfação em ter feito parte desse rito de passagem com eles da disciplina, onde pude absorver um pouco de cada um e ainda retribuir da melhor maneira que pude. Além de despertar em mim um interesse maior pela área da docência, me tornei de certa forma amiga de alguns deles, por vezes nos corredores era abordada com questionamentos da matéria, até mesmo conversar sobre o Turismo como atividade em constante mudança, a importância do curso, da união dos acadêmicos dentre outros. A monitoria é a porta onde transitamos entre a discência e docência, e o que acontece nesse transitar é consequência de um trabalho bem desenvolvido.


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