CRIANÇA COM O TRANSTORNO DE ESPECTRO AUTISTA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Acione Leite de Souza Cremonesi, Vera Lucia Guerra, Melo Eliane Eleutério

Resumo


O presente trabalho versa sobre a inclusão de crianças com transtorno de espectro autista (TEA) nos Centros de Educação Infantil (CEINF) da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande – MS e os esforços enviados por bolsistas e colaboradores do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) subprojeto de Pedagogia para qualificar o atendimento pedagógico. Para alcançar a meta estabelecida foram realizadas revisão bibliográfica, observação direta com registro em diário de campo e discussão das informações coletadas. Os estudos iniciais revelam que, toda criança de 0 a 5 anos e 11 meses tem direito à educação infantil, e que o TEA é um transtorno global do desenvolvimento, se caracterizando como desenvolvimento atípico da interação social e da comunicação. As crianças com TEA, devido ao seu comportamento, possuem diferentes níveis de dificuldades e muitas vezes nenhum interesse em estabelecer interação social recíproca e comunicação. O diagnóstico de TEA causa impacto na vida da criança e de seus familiares, pois, demanda o desafio de ajustar seus planos e expectativas para o futuro, além da necessidade de adaptar-se à intensa dedicação e cuidados das necessidades específicas da criança. Essa situação leva, muitas vezes, a família negar as características de TEA apresentadas pela criança, dificultando o seu diagnóstico e gozo dos direitos adquiridos por ela. Por meio da Lei 12.764/2012, as crianças com TEA foram reconhecidas como pessoas com deficiências e o acesso à educação lhes foram assegurado. Sendo a educação entendida como o fim e o meio para o desenvolvimento do indivíduo, do exercício da cidadania e da formação da estrutura da democracia. Nesse sentido, as crianças que foram observadas apresentam dificuldades de interagir socialmente, na linguagem e comportamento limitado e repetitivo, sugestivo de TEA. Apesar do quadro apresentado, algumas famílias não buscam diagnóstico e acompanhamento multidisciplinar, ou mantém os profissionais dos CEINF informados sobre os atendimentos recebidos, dificultando o trabalho pedagógico. Conclui-se que, a parceria famíliar, professoras e profissionais da saúde, e a formação continuada são fundamentais para efetivação do direito à educação de qualidade da criança com TEA.


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