LEITURA, ARTE E LINGUAGEM FÍLMICA PARA DESCONSTRUIR O BULLYING E O DISCURSO RACISTA PRESENTE NA ESCOLA

Diego Dias da Silva, Renata Leny Costa de Oliveira, Léia Teixeira Lacerda

Resumo


Este pôster visa apresentar os resultados do projeto de iniciação à docência Conscientização através do audiovisual, da arte e da leitura para erradicar o ciclo de opressão racista presente na escola, desenvolvido na Escola Municipal Sulivan Silvestre Oliveira – Tumunê Kalivono, localizada no bairro Marçal de Souza em Campo Grande, MS, abordando a importância da cultura afro-brasileira nas aulas de Língua Portuguesa e suas respectivas Literaturas. As atividades oportunizaram aos estudantes refletirem sobre os atos e os comportamentos racistas, ainda presentes no meio educacional devido a influência ou ethos colonial e também pensarem sobre essas atitudes, muito nociva para a sociedade como um todo. Para abordar essa temática em sala foram selecionados: curtas; longas metragens; charges; textos educativos; histórias em quadrinho; pintura e peças de teatro, destacando a valorização dessa cultura, bem como a reflexão na vida de cada um. Os resultados evidenciaram o desafio para a instituição escolar promover, por meio dessas linguagens, a conscientização dos educandos sobre as questões relacionadas ao bullying racista e as suas repercussões nas histórias de vida e durante o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. Não há preconceito racial que resista ao conhecimento, à reflexão, ao debate e ao estudo. A produção de saberes, junto aos estudantes é a melhor forma de descontruir a opressão, tendo em vista, a obrigatoriedade do Estado no processo de valorização das manifestações culturais do povo brasileiro. Para tanto, é fundamental o desenvolvimento de Projetos nas escolas que abordem essa temática, pois os alunos que não se enquadram em uma cultura homogênea, principalmente a de matriz africana se sentirão acolhidos e de alguma forma preparados diante das diferentes situações de preconceito e discriminação presentes no cotidiano. Portanto, é possível desconstruir a visão eurocêntrica, por meio das práticas pedagógicas que alguns estudantes podem possuir em relação à essa população. No entanto, essa é uma tarefa complexa, que demanda tempo dos professores e dos gestões, mas se inserirmos esse debate nos currículos escolares — a longo prazo — podemos contribuir para diminuir os índices de violências e sobretudo garantir os índices de escolarização e permanência de crianças, jovens, mulheres e homens negros, na escola e sobretudo o seu ingresso na universidade.


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